Sem vergonha da incontinência urinária

Hoje vou contar a história de uma senhora que passou por um problema que pode ser mais comum do que se imagina. Dona Maria (o nome é fictício por motivos óbvios) gostava muito de passear e, desde que aposentou do seu alto cargo no serviço público manteve uma vida bastante agitada. Hidroginástica três vezes por semana. Jogos de carteados todas as quartas com as amigas. Teatro e cinema todos os finais de semana e viagens a cada feriado ou oportunidade.

 

De repente Dona Maria começou a se desligar do seu grupo. Deixou a academia e passou a ficar mais reclusa em casa. As amigas e a família suspeitaram que algo diferente estava ocorrendo, mas as tentativas de saber o real motivo do isolamento eram em vão.

Até que, de tanto insistir, a filha mais velha conseguiu convencer Dona Maria a procurar ajuda médica e, em uma das consultas, veio a revelação do motivo que a fez se afastar das atividades e do convívio com amigos e família: a incontinência urinária.

De acordo com a Sociedade Internacional de Continência (International Continence Society/ICS) a incontinência urinária pode ser definida como “perda involuntária de urina”. Acomete muitos idosos por envelhecimento natural ou doenças como diabeteshipertensão e outras.

Existem três tipos: de esforço, de urgência e mista.

Esforço: ocorre quando há uma fraqueza dos músculos do assoalho pélvico. Normalmente, como os músculos que sustentam os órgãos desta região ficam frágeis, o fechamento que segura a urina não é mais controlado. Então quando a pessoa tosse, espirra ou ri compulsivamente pode ocorrer a perda da urina.

Urgência: ocorre quando há um forte desejo de urinar, que ocorre pela hiperatividade do músculo da bexiga urinária, gerando sintomas como: aumento da frequência de vezes para ir ao banheiro, idas ao banheiro durante a noite e urgência miccional.

Mista: quando há sintomas tanto da incontinência de esforço quanto a de urgência.

O tratamento pode ser com medicamentos, fisioterapia para fortalecimento da musculatura e, em alguns casos, cirurgia. Procure seu médico a cada sinal de incontinência e não tenha vergonha. Dona Maria venceu a dela e voltou às aulas e às atividades que a fazem tão feliz. Viva mais e melhor.

 

Alimentação Saudável

Todos de rosa contra o câncer de mama

Todos os anos neste mês os prédios de vestem de rosa, as lapelas de blusas e camisas ganham o famoso laço rosa e não é difícil identificar que se trata da campanha Outubro Rosa, em combate ao câncer de mama.

Embora seja bastante difundido, muitas mulheres ainda deixam de fazer exames preventivos como o ultrassom de mamas e a mamografia e, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 60 mil novos casos de câncer de mama podem ser diagnosticados no Brasil a cada ano.

Aproveito este blog para dizer que este é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres acima dos 50 anos e a informação é uma arma importante para o diagnóstico precoce e, consequentemente, melhor resposta ao tratamento.

mamografia é um exame eficaz para detectar lesões iniciais e não palpáveis. Claro que o médico pode se valer de exames complementares como a ultrassonografia e a ressonância magnética das mamas, mas se você já tem mais de 40 anos a mamografia é imprescindível.

Sempre digo às minhas pacientes que o câncer é assintomático, ou seja, sem sintomas e, portando, a realização dos exames de rotina é especialmente importante. Quando eles surgem, podem ser por meio de alterações na pele das mamas, que pode ficar com aspecto semelhante à casca de laranja. Mas não espere estes sintomas aparecerem.

O mais importante é você conhecer seu próprio corpo e, ao sinal de qualquer alteração, visitar imediatamente seu médico. Aproveite que outubro está acabando para dizer às suas amigas e familiares que o combate ao câncer de mama continua o ano todo e não se restringe a este mês apenas.

Mantenha uma alimentação saudável, com fibras, frutas e verduras, faça exercícios físicos regulares e mantenha um hábito de vida saudável. Se cuide o ano todo. Viva mais e melhor.